Há muita gente por ai que ainda confunde tristeza com infelicidade.
Nada mais errado, na minha opinião.
Felicidade é um estado de alma que se acha satisfeita consigo mesma, apesar das dores e das lutas enfrentadas.
E que, muitas vezes, deixam um gosto agridoce de tristeza quando vividas.
Sempre aprendemos com ela.
Já a alegria é algo mais superficial, não em seu valor, mas em sua manifestação.
Ficamos alegres quando algo ou alguém nos faz bem e nos vem uma vontade, às vezes meio maluca, de rir e de cantar sem propósito.
Depende de circunstâncias.
Lógico que ambas nos fazem bem, mas precisamos saber a diferença entre as duas, para evitarmos as crises de julgamento até mesmo a nosso próprio respeito e, melhor, a respeito daqueles com quem convivemos.
Felicidade tem a ver com SER, enquanto a alegria tem a ver com ESTAR.
Ser é mais duradouro que estar; é mais permanente.
Posso estar alegre e não ser feliz; posso ser feliz e não estar alegre (no momento).
Posso ter as duas coisas, o que seria ideal.
O problema é quando não sentimos nenhuma das duas coisas.
Nesse caso, os momentos de alegria se tornam agressão e sarcasmo.
A pessoa só alegre pode ferir; a feliz, nunca, porque entende até mesmo o egoísmo do outro, a sua falta de sensibilidade para com o sentimento alheio.
Nossa alegria e felicidade só são válidas quando não excluem ninguém delas.
E quando são demonstradas não ferem nem agridem a quem nos ama.
Edna de Vasconcelos




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